sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Passam-se os dias, amor...
Estou a mendigar um pouco de alegria
Que irradie em minha face um sorriso
Que não seja mascarado
Que não doa
Que seja real

Ontem,
A noite arrancou lágrimas salgadas e quentes de minha alma
Que fizeram arder meu rosto já abatido
Derramei meu pranto bem baixinho
Para que ninguém ouvisse
Ou sentisse
Os suspiros de minha imensa dor
Meu pobre coração tão tristonho
De vez em quando repetia
Ao ritmo de um pulsar lento,
Uma mesma frase
Que me resumia:
“Eu me sinto tão só”
Em minhas entranhas a angústia se fazia cruel
Me apertava o peito com violência
Sem nenhuma piedade...
Compaixão por mim.
Chorei pensando...
Que farei eu dos caminhos de terra pelo qual percorremos
Deixando neles o cheiro de nosso amor
O que vou fazer
Para agüentar a saudade que trarão os pingos de chuva?
O que farei
De uma lua tao bela que pintei em nosso céu de ilusões?
Juro,
Procurei os sentidos das coisas que construímos
Mas sem você ao meu lado
Não os encontrei

Dormi abraçada pela solidão ferina
Entregue a uma tristeza com sabor de pranto

Suzane Dias

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