Meus pés calejados de tanto caminhar
Em busca de saídas.
Quero ir-me até de mim
Nada sou que me prenda.
Perder-me para sempre,
Talvez...
A mãos que procuram meu rosto que são minhas
Não carregam aroma nem maciez gentil
Ao Cobrir a falsa face
Ao Arrancar a máscara colada
Sangra a real cara desfigurada
E o lacrimejar tenta expulsar a dor de dentro
Porém nada há de aliviar sofrimento maldito
Morram meus gritos sem som e sem cor.
Suzane Dias
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
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