sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Alma lânguida minha
Não me apareça assim
Sem voz e expressões no rosto,
Sentada esperando
-Olhos cravados em mim-
Faça algum gesto
Para que eu possa entender o que pede.
Dê nome ao que almeja
Mas não me maltrate desse jeito

Onde mesmo seus olhos fixos em mim
Não me vêem
Por vagar no mundo de seus tristes pensamentos.
Fale-me de suas tristezas
De suas lacunas
De seus enganos e decepções
Vamos...
Dê-me sua mão!
Conte-me seus segredos de outras vidas minhas.
Suzane Dias

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