Ao entardecer, quando minhas bonecas perderam a vida, fucei meu universo e vi que não cabiam mais e mim, porem eu ainda usava roupas de criança. Foi ali onde rompi com meus brinquedos e fui nascer de novo.
Chorei correndo pela charneca e quando escureceu rasguei meus trajes infantis. Olhando para as estrelas ainda sentia em mim um cheiro fraco de menina e cansada viajei pelos sonhos.
E ao acordar com o vento da alvorada a soprar minha face, foi quando percebi que meu rosto estava pintado e meu corpo vestido de mulher.
Suzane Dias
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
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