quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Um dia bateu saudades
E te liguei sem frases feitas
E a conversa foi bem mais reticência
Que as afirmações que me levaram a ti.
Suzane dias
Dia desses olhei o céu
E me pegou de surpresa aquela minha antiga lua
Parecia que propositalmente nascera amarelada e gigante
Somente para meus olhos .

Sua vivacidade me alisou as maças da face
Como quem diz: ainda te beijo.

Meu olhar ficou estático
E meu coração floriu.
(Suzane Dias
Hoje é uma tarde de terça-feira, dessas em que você poderia e deveria resolver algumas coisas de sua vida, mas você simplesmente se deita e decide dar um tempo a si mesma e vai curtir a sonolência com o peso do almoço na barriga.
As terças por mais ensolaradas que sejam sempre se exibem nubladas e melancólicas para mim. Me obrigam a pensar na vida e a ler um bom livro antes de dormir. Nas terças meu violão toca canções melosas vindas de um coração que nas terças sofre e chora.
Nas terças arrumo tempo para ver o pôr-do-sol porque acho que é importante ver. E antes de vê-lo fico feliz por aquela simplicidade me dominar. Depois, quando ele acontece me encho de uma tristeza porque todo pôr-do-sol é triste por lhe causar saudade.
As terças tem noites mais longas e bonitas, trazem aromas de românticas flores enamoradas que adormecem e no firmamento se vê mais estrelas que de costume, porém essas noites são sempre invadidas de vândalos ventos frios que lhe fazem pedir companhia. E como certos ventos são inimigos do homem, fazem isso de propósito para que você olhe ao seu redor e se veja sozinha. 19/09/2006

domingo, 25 de novembro de 2007

Fazem-se em concha teus braços
Dorme neles meu corpo despido
Me canta cirandas, Amor,
Meu sonho quer dançar.
( Suzane Dias )

sábado, 10 de novembro de 2007


Se papai noel existisse...
eu pedia uma base...simples,

Porém segura!
07/08/2007

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

(Foto Suzane Dias ) Minha flor de domingo
Alma lânguida minha
Não me apareça assim
Sem voz e expressões no rosto,
Sentada esperando
-Olhos cravados em mim-
Faça algum gesto
Para que eu possa entender o que pede.
Dê nome ao que almeja
Mas não me maltrate desse jeito

Onde mesmo seus olhos fixos em mim
Não me vêem
Por vagar no mundo de seus tristes pensamentos.
Fale-me de suas tristezas
De suas lacunas
De seus enganos e decepções
Vamos...
Dê-me sua mão!
Conte-me seus segredos de outras vidas minhas.
Suzane Dias
Meus pés calejados de tanto caminhar
Em busca de saídas.
Quero ir-me até de mim
Nada sou que me prenda.

Perder-me para sempre,
Talvez...

A mãos que procuram meu rosto que são minhas
Não carregam aroma nem maciez gentil

Ao Cobrir a falsa face
Ao Arrancar a máscara colada
Sangra a real cara desfigurada
E o lacrimejar tenta expulsar a dor de dentro

Porém nada há de aliviar sofrimento maldito
Morram meus gritos sem som e sem cor.


Suzane Dias
Ao entardecer, quando minhas bonecas perderam a vida, fucei meu universo e vi que não cabiam mais e mim, porem eu ainda usava roupas de criança. Foi ali onde rompi com meus brinquedos e fui nascer de novo.
Chorei correndo pela charneca e quando escureceu rasguei meus trajes infantis. Olhando para as estrelas ainda sentia em mim um cheiro fraco de menina e cansada viajei pelos sonhos.
E ao acordar com o vento da alvorada a soprar minha face, foi quando percebi que meu rosto estava pintado e meu corpo vestido de mulher.

Suzane Dias
Passam-se os dias, amor...
Estou a mendigar um pouco de alegria
Que irradie em minha face um sorriso
Que não seja mascarado
Que não doa
Que seja real

Ontem,
A noite arrancou lágrimas salgadas e quentes de minha alma
Que fizeram arder meu rosto já abatido
Derramei meu pranto bem baixinho
Para que ninguém ouvisse
Ou sentisse
Os suspiros de minha imensa dor
Meu pobre coração tão tristonho
De vez em quando repetia
Ao ritmo de um pulsar lento,
Uma mesma frase
Que me resumia:
“Eu me sinto tão só”
Em minhas entranhas a angústia se fazia cruel
Me apertava o peito com violência
Sem nenhuma piedade...
Compaixão por mim.
Chorei pensando...
Que farei eu dos caminhos de terra pelo qual percorremos
Deixando neles o cheiro de nosso amor
O que vou fazer
Para agüentar a saudade que trarão os pingos de chuva?
O que farei
De uma lua tao bela que pintei em nosso céu de ilusões?
Juro,
Procurei os sentidos das coisas que construímos
Mas sem você ao meu lado
Não os encontrei

Dormi abraçada pela solidão ferina
Entregue a uma tristeza com sabor de pranto

Suzane Dias
É noite.
Vento amigo a ti peço
Levas meu aroma
Para rodear minha flor ainda adormecida
Para quando ela acordar ficar feliz
Sabendo que lhe fui fazer visita
E enfim, se abrir sorrindo
A exalar distribuindo perfume sem igual pelo jardim
De um amor sem fim que por ela levo
Suzane dias





Tudo acabou com o fim da chuva


A noite não trouxe estrelas


O vento nem se quer me enviou teu cheiro
Nada a madrugada disse-me de ti em meus sonhos.



Acordei com o titilar dos pingos da nova chuva no telhado.
Nada cantaram que me fizeram animar.
Porém tristeza também não me fez companhia.
Apenas a manhã invadida de sol me fez suspirar.
E nesse suspirar entendi que o que sentia era Saudade
De ti? Não!
Da chuva.



Ela me é melhor
Ao menos, me traz rosas e sorrisos após seu fim


Depois de ti nada há.


Suzane Dias
Ah! Meu andar errante!
Esse que nunca fica

Ah! Meus passos anti-morada...

Por que rejeitam permanecer?
Têm medo de que?
Para traz só restam suas marcas na estrada
Você chega com o brilho das estrelas
E se vai com o começo da alvorada
Pouco lhe importa o que para traz ficou...
Como ficou,
Como fiquei...
Saio da vida das pessoas sem se quer saber
Se um fui um sonho bom ou ruim
Porque não duro mais que o tempo de um sonho!

Ah! Meus passos!
Você não se importa comigo!
Não vê que o que sobra de meus amigos
É apenas saudade em mim!

Você é como o vento!
Que chega sem avisar
Envolve
E se vai sem se despedir


Suzane Dias
Cartas

Minha amada Laura

O tempo está passando amor meu
Saudade tornou-se blusa colada ao meu peito
Que me aperta me sufoca.
Arranca-la, despir-me – não posso!
Vai embora meu coração de vida tentando se recompor
Fiz amizade com a dor
Hoje me é mansa e leve
Como chuva escorrendo no telhado
O espelho reflete lagrimas que descem dentro em mim
Habitam em minha face sorrisos de máscaras
E de meus lábios saem histórias mal contadas a terceiros
Quando na verdade ainda sangra meu coração de amor por ti
Como sempre ousou derramar
Amor meu
Eterno amor
Meu coração pulsa ao compasso que digo teu nome
Lau-ra Lau-ra Lau-ra Lau-ra...
Chove
Nessa noite não há lua no céu
Chove
Choro.
Sua Beatriz
Suzane Dias
Na noite mais bela em que conheci teu beijo
Conheceu o cheiro meu
Amou-me
Amei-te

Nas trilhas que corriam teus passos
Quando sentia meu aroma
Buscava em tantas faces a minha
E tristeza te fazia morada
Quando o cheiro se desfazia no ar

Um dia nessas buscas
Em uma noite fria de festa
Cego teus olhos
Boca beija quem traz na pele olor meu

Para desventura minha não era eu
Quem sentia teu desejo ardente
Teu beijo inebriado.
Não era em meu colo que tua cabeça serenava
Mas era eu quem observava
Saciar-te a cada inspirar
Eu quem sentia a dor invadir as vísceras
Emudecer a boca e inundar de lagrimas os olhos
Que tarde demais desejavam serem cegos
E a agonia que me torturava
Era a certeza de que não era a primeira vez que acontecia
Pois sempre havia alguém para trazer-te fragrância desejada
Tola eu
Em aguardar beijo único teu para me satisfazer
Contudo sabe...
Bendito são os beijos que jamais serão iguais
Pois qualquer um pode ter meu cheiro
Mas ninguém beijará como os meus beijos
Suzane Dias
Os beijos têm diversos gostos:
Uns de amor, outros de falsidade.
Alguns de saudade, outros de tortura.
O nosso sempre teve a verdade
Da mais pura e bela loucura

( Suzane Dias)
Hoje pela manhã
A vi.
Sim...
Vez por outra a vejo
E é simples vê-la passar.
Mas hoje não foi.

Vendo-a caminhar pensei
_Ainda bela...
Mais do que antes
Deve ser o novo amor...
Vi de longe.
Aumentei o passo para alcançar
Para ter certeza de que era ela...

Ela a quem dediquei companhia perenal...
Sonhos para o amanhã...
Que com um olhar encantador me venceu a resistência
E puxou
Assanhou
Afagou meus cabelos.
Para quem minha alma era escrava
Para qualquer um de seus caprichos.

Fui me aproximando
Era de fato ela...
A que eu pensei me conhecer, mas não me conhecia
Que havia me julgado mal
Que pensou o pior de mim

Ela virou-se para trás
Pareceu me sentir.
Mantive minha face para frente.
Não nos olhamos nos olhos,
Mas ela olhou no fundo dos meus
E caminhou vestida com a indiferença
Que dedica a quem nada significa de bom em sua vida

Passei com o desprezo que meu orgulho me obriga
E me veio à frase:
Sim
Era ela...
A que duvidou de meu amor.

De repente
Meu coração desentoou como há muito não fazia
Tremeram frias minhas mãos
Inquietou-se minha alma
Redemoinhos em um só corpo

Os demônios deleitavam-se de meu vexame

Rompeu-se a represa sincera de mim
Afoguei-me nas navalhas
Que rasgaram as mentiras
Que embuti em mim como verdades
E percebi que quando fiz buracos
Para enterrar o amor que julguei fenecido por ela
Só cavei túmulos e os preenchi de saudades
Sem dar-me conta de um detalhe relevante
Saudade não morre
E pela forma como as bases me faltaram...
Esse amor também não.
Suzane Dias

sábado, 3 de novembro de 2007

Estou deitada em meu leito
Quando ela chega sorrateiramente.
Vê-me pelas frestas da janela.
Traz em si uma armadura de aço
Que não se abate com meu desprezo.
Vem andando nas pontas dos pés
E se esconde atrás das portas.
Observa-me das cortinas com a cabeça inclinada.
Põe-se detrás dos moveis.
Estica-se.
Agacha-se.
Rasteja pelo teto, pelo tapete, pelas paredes.
Sinto um vulto a me olhar dentro do espelho
-É Ela! Olho.
Nada.
Está deitada voltada para mim
Na rede ao lado
Quase em cima de minha cama
Sua expressão é impassível
E seu olhar parece de cadáver quando não fecha os olhos
A me despertar os infernos das agonias
Sinto seu peso no colchão
Está mais perto
Posso sentir mais forte seu cheiro
Que sempre foi de algo ou alguém
Num passado recente ou remoto
Seus trajes é um vestido de uma beleza singela
Possuidor de longos véus
Mas irritavelmente cinzento
Fareja-me e se encosta.
Quando ela se apóia a deitar sua cabeça em meus ombros
Turva minha vista,
A beleza das coisas perde a cor
E em cinza tudo se resumi
Ela é aquela que de visita se tornou da família
...Saudade...
(Suzane Dias)

sábado, 6 de outubro de 2007





foto: Suzy Dias
Uma tarde... Ela veio e deixou-me contemplá-la.
Pousou sob as folhas vivas, tão leve como é.
E se fez natural em sua beleza constante.

domingo, 2 de setembro de 2007


(foto: Suzy Dias )


Atravancando o meu caminho,

Eles passarão... Eu passarinho!

(Mario Quintana)

( foto: Suzy Dias)

Às vezes sinto necessidade de morrer,
como pessoas acordadas sentem necessidade de dormir
(Mme Du Deffand).







(foto: Suzy Dias)
Arremessaram fora as imundícies
E Fez-me viva
Abriram alas...
Elas!
As vassouras que assearam veredas minhas.
Suzane Dias



(foto: Suzy Dias)

Refresca-me água,
os pés calejados
Que tanto já se perderam
pelas vãs estradas de meus sonhos



















(foto: Suzane Dias)
Refresca-me água,
os pés calejados
Que tanto já se perderam
pelas vãs estradas de meus sonhos
Suzane dias

sexta-feira, 27 de julho de 2007

(foto Suzy Dias)
Quis eu pegar-te e prender-te
--Para que estendesses o amor
que me dizem teus olhos----
Mas tu sempre me fugiste como sabão molhado

E quando chega o crepúsculo
Meu varal continua vazio
(Suzy Dias)
Sejam bem vindos
Aqueles que se identificarem com qualquer escrito meu
e os q nao se identificarem tb. rsrs