quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Como o sempre estou a suspirar Saudade...

Hoje, nesta noite, Ela não está de duende.
Está de criança mimada, cruzando os braços e fazendo bico.
Mas não é chata
Seus tristes olhos não me deixam vê-la assim

Quando se enche de se consolar por sua ausência
De repente me assusta a gritar, a bater o pé no chão e abrir os braços

dizendo que te quer

Cansada de explicar, já não digo mais nada.
E a tatear as mãos pequenas, ela fala baixinho, com dor:

- Eu queria ... aqui...
Abraçar para tudo quanto é jardim florir exalando o seu cheiro...

Aí ela sorri imaginando todo esse jardim que é estar contigo... As flores de todos os jeitos, sobre o chão fértil, nas pontes semi-arcos de madeira sobre o riacho, rodeando as fontes... E dali ela voa sentada numa borboleta colorida e vê tudo de cima deslumbrada com os olhos orvalhados...
Até que busca tua mão sobre a dela e não a sentindo, volta da terra do Nunca refazendo o bico e cruzando os braços...

Ah! Menina danada! Te aquieta que eu tenho que ler, rsrs.

Um comentário:

Anônimo disse...

Gosto de seus poemas. São legais. tenho uma curiosidade sobre este. Quantas pessoas existem nele? Obrigado.